Sitemeter

8 de ago. de 2010

HINO DA PADROEIRA DE TANQUE NOVO





Imagem de Coração de Maria
(Padroeira de Tanque Novo)


Hino da Padroeira de Tanque Novo

Lindouro Marques Silva


Salve, Salve, Coração de Maria!

Nossa Mãe e nossa Padroeira,

Virgem Santíssima, Mãe do Redentor

Nossa Senhora, Mãe cheia de amor.


Rogai, rogai por nós!

Venho pedir com fé, (Bis) - Refrão

Oh! Virgem Imaculada,

Maria de Nazaré!


O Anjo Gabriel, quando Deus enviou,

Disse que tu serias a Mãe do Salvador.

Maria refletiu toda cheia de encanto.

O anjo então disse: é obra do Espírito Santo

(Volta refrão)


Ave cheia de graça, Maria da Conceição.

Tu és pura, Maria, de alma e coração.

Maria disse sim, ao ouvir a saudação.

E deu a luz a Jesus, para a nossa salvação.

(volta refrão)


Tu és minha Mãe querida, a estrela que reluz.

Que ilumina os caminhos, e nos leva até Jesus.

Mãe da Divina Graça, Mãe pura como a flor.

Estrela da Manhã, que o anjo anunciou.

(Volta refrão)


Bendita és Tu, Maria, sem pecado, concebida.

Rogai por todos nós, nossa Mãezinha querida!

Lá no jardim do céu, Tu és a mais linda flor.

A nossa estrela guia, Mãe de Nosso Senhor.

(Volta refrão)


Oh! Virgem do Rosário, ouvi esta canção!

Que canto com a alma e com o coração.

Os anjos, lá no céu, cantam esta melodia,

Para nossa Padroeira, Coração de Maria.

(Volta refrão)



Foto de Lindouro


Lindouro Marques Silva _ músico, maestro e compositor. Nasceu em Tanque Novo - Bahia, e era filho de Ângelo Marques da Silva (+1979) e Jovita Rita Carneiro (+2005). Lindouro faleceu em 2002, vítima de câncer. Deixou viúva Ana Amélia Batista Carneiro (Dori) e duas filhas: Anamaria e Ana Luísa. Ele foi aluno e era afilhado da professora Raquel Pereira Carneiro.


Veja o videoclipe do Hino ao Coração de Maria:
São imagens dos festejos da padroeira de Tanque Novo associadas a outras imagens da Internet, principalmente, de Nossa Senhora. Para a introdução, colocamos desenhos de Fábio Magalhães (antiga capela e primeira igreja), junto com fotos da Igreja Matriz. E, no final, fotos da banda filarmônica de Tanque Novo, quando Lindouro era músico integrante da mesma.
O áudio foi gravado com o saudoso Lindouro Marques no saxofone, e contou com a participação, no vocal, de Elísia, esposa de Vanderlino ("Verinha da Contabilidade"), em Caetité.


21 de jul. de 2010

COMPROVAÇÃO DA HISTÓRIA DE TANQUE NOVO



Recibos comprovando a compra da Fazenda dos Furados pelos irmãos Prudenciano AlvesCarneiro e Juvêncio Alves Carneiro, em 30 de outubro de 1883.
Clique nas figuras para ampliá-las.




Recibo passado para Juvêncio Alves Carneiro


Verso do recibo de Juvêncio



Recibo passado para Prudenciano Alves Carneiro



Verso do recibo de Prudenciano


Veja o texto digitado e cedido gentilmente por Fernando Carneiro que fez a cópia fiel, com todos os erros de português e grafias antigas. Vale ressaltar que o texto é igual para os dois recibos, mudando apenas o nome do comprador. A expressão "cira nacional" deveria ser cifra nacional.


Digo eu Eduarda Antonia da Silva que entre os mais bens que sou senhõra e puçuidôra livre e dezembargados é bem afsim uma parte de terras que puçuo na fazenda dos furados, que se acha extremada de um mourão a outro, extremado pelo Sul Com o Tenente Joaquim Antônio Cardozo, e pelo Norte Com o primeiro puçuidor, Conforme a partilha da mesma fazenda, e pelo Nascente, nos limites que já forão averiguados, Com a fazenda do Arraial, pelo puente onde chega o dominio da mesma fazenda, de Cujas Terras já mencionadas, vendo ao senhor Juvêncio Alves Carneiro no valor da Compra feita ao Tenente José Antônio de Oliveira e Silva da quantia de hum conto quientos e vinte nove mil novecentos e oitenta e sete reis, do qual vendo ao Comprador a quantia de cento e oitenta e hum mil trezentos e oitenta e sete reis, pelo preço de duzentos e trinta e cinco mil setecentos e quatorze reis, que recebi ao paçar desta, inclusive na mesma venda uma parte nos benefícios que houver em relação a quantia de compra feita ao primeiro comprador, Cuja parte de terras vendo Como de facto vendido tenho ao dicto comprador, que poderá puçuila desfructala d’Ora em diante que, nem eu nem meus herdeiros poderemos reclamar a dicta venda por ter sido feita de minha livre e expontannia vontade, ficando o Compradôr obrigado a pagar a Cira nacional e eu obrigada a fazer-lhe a venda boa, e por não saber ler nem escrever pedi ao senhor Rozendo Domingues Cardozo, que esta por mim passasse em presença das testemunhas aqui também assignadas. Lapa Grande 30 de Outubro de 1883. Assigno-me arrogo da vendedôura Dona Eduarda Antônia da Silva. (Assinam: Rozendo Domingues Cardozo, Dos. Anges Cardozo Dourado, José da Silva Dourado e Abílio Cardozo Pereira)

Filhos do primeiro casamento de Prudenciano Alves Carneiro com Ursulina Marques:


1) Amélia Marques Carneiro _ casou-se com Pedro Germano Costa, natural de Paramirim – Bahia.


2) José Marques Carneiro (Cazuza) _ foi casado duas vezes: a primeira, com Maria Rita Carneiro Lessa; e a segunda vez com Afra Assis Bonfim.



3) Manoel Marques Carneiro _ teve três casamentos: o primeiro com Virgilina Lessa Carneiro; o segundo com Josefina Silva; e o terceiro com Etelvina Maria de Jesus.



4) Ana Bela Carneiro (Bilinha) _ teve dois matrimônios: o primeiro, com seu tio Juvêncio Alves Carneiro; e o segundo, com Zifirino Rodrigues Magalhães, ex-genro de Juvêncio Alves Carneiro.



5) Maria Rita Carneiro (Ritinha) _ casou-se com seu primo José Alves Carneiro (Zeca Carneiro).



6) Francisco Marques Carneiro – juntamente com sua esposa e prima Ana Flora Carneiro (Neme), foram morar em Terra Boa – Paraná.




Filhos do segundo casamento de Prudenciano Alves Carneiro com Gertrudes Francisca de Jesus:



1) Belarmino Alves Carneiro (Belo) – era casado com Ana Joaquina Carneiro Lessa; e foram morar em Terra Boa, Paraná.



2) José Antônio Carneiro (Zeca Antônio) – tinha como esposa, Belarmina Batista (Bela) que era filha de Jovino Batista e Amélia. Zeca Antônio e Bela faleceram em Caetité – Bahia.



3) Maria Francisca de Jesus (Dona) – seu marido foi Joaquim Alves Carneiro. Foram eles nossos avós paternos.



Filhos do primeiro casamento de Juvêncio Alves Carneiro com Arlinda Francisca Gomes:



1) Joaquim Alves Carneiro (Coronel) – teve como primeira esposa, sua prima Maria Francisca de Jesus (Dona). E, como segunda esposa, Etelvina Oliveira.



Obs.: Como se tratam dos nossos avós paternos (Coronel e Dona), vamos citar os filhos deste tronco familiar:



a) Deolinda Carneiro Marques (Dió) – esposa de Teotônio Marques da Silva;



b) Ana Amélia Carneiro Pimenta (Nana) – foi a primeira esposa de Raulindo Cardoso Pimenta;



c) Arminda Alves Carneiro (Nenzinha) – era excepcional e morreu com trinta e poucos anos;



d) Maria da Glória Carneiro David (Mariquinha) – foi abandonada pelo seu marido Durval David;



e) Arlindo Alves Carneiro – era casado com Raquel Pereira Carneiro (nossos pais);



f) Luís Alves Carneiro – deixou viúva Helena Afonso Carneiro (Lala), que é descendente de portugueses;



g) Celso Alves Carneiro – deixou viúva Isaura Lopes Carneiro;



h) Amândio Alves Carneiro – sua esposa foi Olinda Rosa Malheiro Carneiro;



i) Alzira Francisca Carneiro – faleceu com quatorze anos;



j) Maria de Lurdes Carneiro Neves – foi a segunda esposa de Azarias José das Neves;



k) Maria Lili Carneiro Santos – é casada com Mílton Santos e moram em Canabravinha, município de Paramirim.



2) Maria da Glória Carneiro (Mariquinha) – foi casada com Zeferino Rodrigues Magalhães.



3) João Alves Carneiro – sua primeira esposa foi sua prima Maria (filha de Antônio Lalau e Amélia Gomes). Essa primeira esposa faleceu no primeiro parto, dez meses após seu casamento. Sua segunda esposa foi Ana Bela Cardoso, que também era viúva, natural de Canarana – Bahia, onde ficaram residindo.



4) José Alves Carneiro (Zeca Carneiro) – casou-se com sua prima Rita Marques Carneiro (Ritinha).



5) José Gomes Carneiro (Zezinho) - seu primeiro casamento foi com Ana do Carmo Malheiro (Naninha); e o segundo casamento, com Natalina Carneiro Araújo.



6) Umbelino Alves Carneiro – foi casado com a prima Ana Joaquina Carneiro Ferreira (irmã de Manoel Ferreira). Umbelino faleceu com 35 anos.



7) Ana Flora Carneiro (Neme) – teve como esposo, seu primo Francisco Marques Carneiro. Foram residir em Terra Boa – Paraná.



8) Arquimimo Alves Carneiro – era casado com Hermínia Maria do Carmo (Dona).



9) Antônio Alves Carneiro – casou-se a primeira vez com Ursulina Carneiro (filha de Cazuza). E, a segunda vez, com Amélia Maria do Carmo.



10) Francisca Gomes Carneiro – era casada com Manoel Ferreira das Neves.



Filhos do segundo casamento de Juvêncio Alves Carneiro com Ana Bela Carneiro (Bilinha):
1) Arlinda Bela Carneiro – casou-se com seu primo Benvindo Carneiro Lessa.
2) Belarmino Marques Carneiro (Belo) - seu primeiro casamento foi com Josefina Oliveira; e o segundo, com Maria. Belarmino residia em Santa Maria da Vitória.
3) Maria da Conceição Carneiro – viúva de João Magalhães Cardoso.
4) Prudenciano Alves Carneiro – homônimo do seu tio, deixou viúva Noeme Lessa Carneiro (sua sobrinha).
Qual foi o destino dos outros irmãos de Juvêncio Alves Carneiro e Prudenciano Alves Carneiro, os fundadores de Tanque Novo?
1) Constança Alves Carneiro – era casada com Joaquim Francisco Lessa (Quinca Lessa). Seus filhos foram: Benvindo Lessa, Manoel Lessa, Maria Madalena e Maria Rita (1ª esposa de Cazuza).
2) Maria Alves Carneiro – casou-se com José Antônio Pereira. Eram os pais de Antônio, Ana Flora (mãe de Jacinto Cesáreo) e Maria Angélica (mãe de Pereira e Afonso).
3) Custódia Alves Carneiro – era esposa de Benedito Ferreira Neves. Tiveram os seguintes filhos: Clemente, Mariquinha, Ana Joaquina e Manoel Ferreira das Neves (marido de tia Francisca).
4) Antonina Alves Carneiro – seu marido foi Ângelo Marques. Eram os pais de Maria Rosa (esposa de Dãozinho) e Laudelino (Lolô).
5) Exupéria Alves Carneiro e seu marido Joaquim Marques (Quinquinha) foram morar em São Paulo.
6) Carlota Alves Carneiro e seu esposo Ângelo Muniz constituíram família na Fazenda Torta, Igaporã – Bahia.
7) Ana Joaquina Alves Carneiro e seu marido José Araújo moraram na Fazenda Morros, Caetité – Bahia.
8) Ursulina Alves Carneiro e seu esposo Hermelino Araújo residiram na Fazenda Pinga, Caetité – Bahia.
9) Antônio Alves Carneiro – morreu solteiro.
10) Francisco Alves Carneiro – foi morar em Canarana, Bahia. Infelizmente, ninguém soube dizer o nome de sua esposa. Teve três filhos: Lizarda que ficou em Canarana, e mais dois que foram para Minas Gerais: Zuza e Catão.


P/S.: Segundo comentários de Fernando Carneiro (veja abaixo), Francisco Alves Carneiro casou-se duas vezes: a primeira esposa foi Maria da Glória Cardoso Carneiro, e a segunda, sua cunhada Ana Amélia Cardoso Carneiro.




Obs.: Os dez irmãos citados acima, juntamente com Juvêncio e Prudenciano, eram filhos do casal José Joaquim Carneiro e Clemência de Oliveira Alves. Lembramos que José Joaquim Carneiro foi abandonado pelo seu pai Bento Carneiro, que era um aventureiro, descendente de portugueses e, indiscutivelmente, o precursor da família Carneiro de Tanque Novo.




P/S. Veja a Árvore Genealógica (Clique aqui).



13 de jun. de 2010

PAINEL DE FÁBIO MAGALHÃES









Clique na gravura, para ampliá-la



Tanque Novo: Uma Abordagem Cultural e Histórica de Um Povo

Fábio Magalhães

A identidade cultural de um povo está intimamente ligada à sua memória, mas, não pode ser vista como um conjunto de valores fixos e imutáveis. Faz parte do processo de continuidade de uma sociedade, a incorporação de elementos novos, e isso é o que a mantém viva ao longo do tempo.
É através dela que o indivíduo se adapta e reconhece um ambiente como seu. Dessa forma, sem a identidade cultural, seria impossível que as pessoas se encaixassem em uma sociedade com características próprias. Diante dessa complexa malha que envolve a cultura com suas festas, ritos, cantigas, folclore, modos de falar, de vestir; os costumes, o saber, bens imateriais, música, danças, etc.
Sendo assim, como extrair a identidade cultural de uma cidade se não for pelo viés da poesia, da arte... Como costurar a grande colcha de retalhos que é a cultura popular? Entre a infinidade de manifestações vividas por um povo, nas suas mais variáveis fronteiras. Quais usar? Quais imagens melhor expressam nossas características? Como abordar aquilo que nos é comum no dia-a-dia?
Contudo, por mais difícil que pareça, para compor nossa colcha, entre um manancial de retalhos, singular, foi preciso selecionar alguns:
_ Para as bordas, duas noites: a primeira, do dia 23 de junho, iluminada pelo ardor das fogueiras _ a noite de São João. Do outro lado, a que ressoa os ecos dos versos da contradança, da toada, do ABC, e das cantigas _ a noite da Folia de Santos Reis, em seis de janeiro. _ Então, no decorrer da trama, foram colados, justapostos, os retalhos da Queima de Judas, no sábado de aleluia. O bumba-meu-boi, a erguida do Mastro que abrilhantam o entardecer dos sábados, nos festejos da padroeira. Logo depois, um retalho centenário e de fé _ uma procissão do “Apostolado Coração de Jesus”.
_ Sem esquecer o retalho mais genuíno: trinta e uma noites de nossos leilões com toda a irreverência e alegria do Sr. Maninho; e dos inesquecíveis pirulitos de mel. Também, houve espaço para o cultivo da terra _ o retalho do feijão, do milho e da mandioca, com a produção da farinha nas casas de rodas. Em seguida, costuraram-se os retalhos históricos: ao centro, as sombras que brotam da terra, alusivas á memória dos fundadores da cidade _ os irmãos Juvêncio e Prudenciano, separados pelas veredas.
_ A primeira capela, em períodos distintos; e o carro de boi.
Nessa colcha, também, sopram os ventos da lembrança: não poderia falar de uma cidade sem relembrar os cidadãos que nela vivem ou viveram: oito pessoas que compõem o diversificado tabuleiro social; pessoas contemporâneas e de tempos outros; pessoas populares ou desconhecidas; pessoas comuns, pessoas acolhidas; pessoas educadoras, pessoas guerreiras; comerciantes, militantes, religiosos, compositores, foliões...

Alzira Alves Carneiro _ nasceu em Tanque Novo, em 1949. Formou-se professora primária, em Caetité, pelo Instituto de Educação Anísio Teixeira, em 1971. Lecionou em Tanque Novo, turmas de ensino infantil e de ensino fundamental. Foi secretária escolar do Centro Educacional Cenecista de Tanque Novo. Atuou como diretora dessa instituição nos anos de 1988 e1989. Teve uma grande contribuição no desenvolvimento educacional do município. Faleceu em 1993.

Teotônio Marques da Silva _ nasceu em 1899, em Tanque Novo. Foi forte comerciante; contribuiu para o desenvolvimento da cidade, doando terrenos para a construção da Escola Municipal Teotônio Marques; para a construção do açude, e para a construção da Escola Família Agrícola. Prestou relevantes serviços à educação, exercendo as funções de delegado escolar. Faleceu em 1979.

Padre Aldo Luchetta _ nasceu em 1941, em Codogné Treviso, Itália. Lá, foi ordenado padre e chegou ao Brasil em 1967. Como pároco de Tanque Novo, contribuiu para o crescimento religioso e social, criando várias associações comunitárias. Sua contribuição resultou na construção do primeiro Centro de Saúde, da nova Igreja Matriz, e da Escola Família Agrícola. Faleceu em 1998, num acidente de automóvel.

João Neves de Oliveira _ nasceu em 1941, em Tanque Novo. Logo cedo, percebeu sua vocação pelo comércio, destacando-se como um dos principais empresários da região, e um dos agentes fundamentais para o desenvolvimento do município, através da geração de empregos e de renda. Ingressou-se na política em 1986, como o primeiro prefeito de Tanque Novo.

Justiniano Pereira de Sousa _ nasceu em Igaporã-Ba, em 1931 Chegou a Tanque Novo com três anos de idade, e morou com Raquel Pereira (prima e mãe adotiva). Compositor e intérprete do hino de Tanque Novo. Morreu em 2009.

José Vitorino dos Santos (Zé de Raimunda) _ viveu na antiga comunidade de Piçarrão, em Tanque Novo, nas primeiras décadas de 1900, repentista e “reizeiro”, juntamente com seus filhos introduziu a Folia de Reis, em Tanque Novo.

Juvêncio Carneiro Neto _ nasceu em 1927, em Tanque Novo. Neto de Juvêncio Alves Carneiro (um dos fundadores de Tanque novo) foi prefeito de Botuporã e escrivão do Cartório de Registro Civil, em Tanque Novo.

Raquel Pereira Carneiro _ nasceu em Guanambi, em 1917. Com apenas 16 anos, formou-se em Caetité, e foi nomeada pelo Estado para trabalhar no povoado de Tanque Novo. Participou ativamente dos primeiros progressos de Tanque Novo, como a criação do Posto de Correios e da feira livre. Morou em Tanque Novo durante 75 anos e faleceu em 2008.

Apertados os nós dos retalhos históricos, bordou-se, ao centro, o retalho último: uma grande devoção religiosa, iluminando como um sol _ o “Imaculado Coração de Maria” que derrama sobre Tanque Novo, suas bênçãos.
A conclusão de tal colcha é tarefa infinita. Esse mural foi apenas uma abordagem. Ainda há muitos retalhos a coser... Retalhos esquecidos, retalhos que ainda estão por vir... A busca pela essência da identidade cultural é mais que um sonho: é uma necessidade, é um feto que não pôde ser abortado, em nome de nenhum projeto ideológico que salvaguarde interesses particulares usurpadores da esperança de nossa gente.


Quem é Fábio Magalhães?

Seu nome completo é Antônio Fábio Magalhães Carneiro. Nasceu em Tanque Novo, Bahia, no ano de 1982. Tem como filiação: José Carneiro Magalhães e Clarice Carneiro Magalhães. É bisneto de Juvêncio Alves Carneiro e trineto de Prudenciano Alves Carneiro _ os fundadores de Tanque Novo. Explicação: é bisneto de Juvêncio Alves Carneiro, porque sua avó paterna (Maria da Conceição Carneiro) é filha do segundo casamento de Juvêncio com Ana Bela Carneiro; e trineto de Prudenciano Alves Carneiro, uma vez que, sua bisavó paterna, de codinome Bilinha, era filha de Prudenciano.
Formou-se em Artes Plásticas, pela Universidade Federal da Bahia, em 2007. Já atuava, como artista, muito antes de sua formação. Realizou sua primeira exposição individual em 2008, na Galeria de Arte da Aliança Francesa em Salvador/BA. Entre suas principais exibições de quadros, estão: 60º Salão de Abril em Fortaleza/CE e 63º Salão Paranaense em Curitiba/PR, ambos em 2009 _ esses salões são os mais antigos e tradicionais do país. Além disso, tem as seguintes participações, em seu currículo: XV Salão da Bahia em Salvador/Ba, em 2008; I Bienal do Triângulo em Uberlândia MG no ano de 2007; IX, VIII e VII Bienal do Recôncavo na cidade de São Félix BA, nos anos de 2008, 2006 e 2004; além da presença constante nos Salões Regionais da Bahia, realizados nas cidades de Vitória da Conquista, Itabuna, Feira de Santana e Juazeiro da Bahia. Após um caminho intenso de experimentações com diversas linguagens visuais, a pintura tem ocupado importante espaço em seu pensamento e atitude artística, fazendo valer a liberdade inerente à arte contemporânea; pois, o resultado de seu trabalho concorre para um conjunto de operações capazes de borrar os limites entre a pintura, o desenho e a fotografia.
Recentemente, foi contemplado pelo edital Matilde Mattos, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia que, através do fundo de Cultura, conceberá a realização da exposição “O Grande Corpo”.
Sobre o Painel, destacamos o efeito visual colocado na imagem da igreja (pintada de azul). Ao deslocarmos para a direita ou para a esquerda, temos a impressão de mudança de posição da mesma. É um trabalho muito bonito, feito em mosaico. Para nós, leigos, é uma montagem de um verdadeiro “quebra-cabeça”.
Infelizmente, nem todos elogiaram seu trabalho. Alguns criticaram, dizendo que faltaram ancestrais importantes; outros, políticos, ficaram enciumados, porque não tiveram seus rostos estampados no mesmo painel. Tentaram, até, embargar a exposição dessa obra. Contudo, Fábio, num momento de feliz inspiração, disse no seu texto, que foi colocado num folder: “É uma grande colcha de retalhos... a conclusão da mesma é tarefa infinita... ainda há muitos retalhos a coser...”
Como diz o ditado: “Santo de casa não faz milagre!”
Nós só temos que enaltecer esse trabalho e incentivar o grande artista plástico que é Fábio Magalhães. Para nós, tanquenovenses, é uma honra muito grande, tê-lo como conterrâneo; pois, temos certeza, que seu futuro é bastante promissor.
Vejam as mostras que contaram com sua participação:

MOSTRAS COLETIVAS:
2009. “63° Salão do Paraná”. Museu de Arte Contemporânea, Curitiba - PR.
.“60° Salão do Abril”. Galeria Antônio Bandeira, Fortaleza - CE.
.“Circuito das Artes”. Galeria Aliança Francesa, Salvador-BA.
2008. “XV Salão da Bahia”. Museu de Arte Moderna, Salvador-Ba.
.“IX Bienal do Recôncavo”. Centro Cultural Dannemann, São Felix-BA.
.“Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural Adonias Filho, Itabuna - BA.
.“Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista - BA.
2007. “Bienal do Triângulo”. SESC/MG, Uberlândia - MG.
.“Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural Amélio Amorim, Feira de Santana-BA.
. “Afetos Roubados”. Exposição Itinerante e Processual. Conjunto Cultural da Caixa, Salvador-BA.
.“Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural João Gilberto, Juazeiro - BA.
.“INSERÇÔES”. Galeria Cañizares, Salvador-BA.
2006. “VIII Bienal do Recôncavo”. Centro Cultural Dannemann, São Felix-BA.
.“Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista - BA.
.“Afetos Roubados”. Exposição Itinerante e Processual. Museu Théo Brandão, Maceió-AL /Galeria Capibaribe da UFPE, Recife-PE/ Faculdade Santa
Marcelina, São Paulo-SP.
2005. “Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia”. Centro Cultural Amélio Amorim, Feira de Santana-BA.
.“Afetos Roubados”. Exposição Itinerante e Processual. ICBA, Salvador-BA.
2004. “VII Bienal do Recôncavo”. Centro Cultural Dannemann, São Felix-BA;
2003. “125 anos de Escola de Belas Artes”. Centro de Memória e Cultura dos Correios Salvador-BA;
2002. “VISÕES”. Casa de Angola, Pelourinho, Salvador-BA.
.“Exposição Verde II”. Biblioteca do Estado da Bahia, Salvador-BA.
.“Projeto Arte Ambiental”. Praia de Armação, Salvador-BA.
.“IV Cartoons e Photos Undercover”. EXPODROOM, Bélgica.
.“III Mostra de Arte e Descritiva”. ARQ-UFBA, Salvador-BA.
2001. “Mais caras”. Casa do Tecelão, Pelourinho, Salvador-BA.

MOSTRAS INDIVIDUAIS:
2008. “Jogos de Significados”. Galeria do Conselho, Salvador-BA. (Aprovado pelo edital “Portas Abertas para as Artes Visuais)
2007. “Linhagens do Acaso”. Galeria Aliança Francesa, Salvador-BA.

OBRAS EM ACERVO:
Casa de Angola, Salvador-BA.
Galeria Aliança Francesa, Salvador-BA.


Identificando as personalidades no painel:


Professora Alzira e Professora Raquel


João Neves (Juca) e Justiniano


Teotônio Marques e Juvêncio Carneiro Neto

Padre Aldo e Zé de Raimunda

22 de mai. de 2010

HISTÓRICO DE TANQUE NOVO

Tanque Novo Sob Uma Nova Óptica


Aparecido Carneiro Pereira



História

Tanque Novo surgiu a partir da povoação da Fazenda Furados, adquirida pelos irmãos Prudenciano Alves Carneiro e Juvêncio Alves Carneiro, em 1883, que eram filhos de José Joaquim Carneiro e Clemência de Oliveira Alves
Essa fazenda era enorme, com uma extensão de mais ou menos nove quilômetros _ começava na região conhecida, hoje, como Alecrim, onde Juvêncio ficou residindo; e fazia limite com a Fazenda Lagoa Grande. Prudenciano, por sua vez, preferiu morar na parte central, onde se encontra Tanque Novo.
Ambos os irmãos tiveram dois casamentos: Prudenciano casou-se a primeira vez com Ursulina Marques; e, na segunda vez, com Gertrudes Francisca de Jesus. Juvêncio casou-se inicialmente, com Arlinda Francisca Gomes; e, depois, com sua sobrinha Ana Bela Carneiro (Bilinha), filha do primeiro casamento de Prudenciano com Ursulina.
Em 1909, Prudenciano construiu a primeira capela, auxiliado pela sua segunda esposa Gertrudes e, principalmente, pelo amigo Manoel José Batista. Esse mesmo casal, também, doou o terreno para a construção da primeira praça, ao redor da capela; hoje, conhecida como Praça da Matriz. Surgia, assim, um vilarejo que depois evoluiu para vila.
Essa vila ficou pertencendo ao município de Macaúbas, e recebeu os seguintes benefícios: tanque maior, feito pelo governo do estado da Bahia, barracão para realização de feira, campo de pouso de avião, o açude, o primeiro prédio escolar e o primeiro mercado, numa segunda praça, aberta no início dos anos 60, pelo então prefeito de Macaúbas, Amélio Costa.
Há controvérsias sobre a origem do nome de Tanque Novo: a primeira hipótese é que foi depois da abertura de um tanque grande, feita, manualmente, por Prudenciano e seu filho José Marques Carneiro (Cazuza); a segunda hipótese é que foi após a feitura de um tanque maior, pelo governo, no início da década de 20. Qualquer que seja a resposta correta, a frase que mais se ouvia, naquela época, era a seguinte: “Eu vou buscar água no tanque novo.”
A partir de 1962, com a emancipação política de Botuporã, Tanque Novo passou a ser distrito desse novo município. Todavia, a rivalidade entre as duas localidades era muito grande, pois, Tanque Novo almejava sua emancipação antes mesmo de Botuporã alcançá-la. Tanto assim, que só não lançou candidato a prefeito, naquele município, em 1972, quando apoiou Valdionor Marques, filho de Botuporã. Vejamos: em 1962, Osvaldo Marques da Silva (derrotado); em 1966, Juvêncio Carneiro Neto (derrotado); em 1970, Juvêncio Carneiro Neto (vitorioso); em 1976, José Carlos Marques (derrotado); em 1982, José Carlos Marques (vitorioso).
Os principais benefícios recebidos como distrito de Botuporã, foram: prédios escolares, mercado maior para a feira, posto de saúde, abertura de ruas, primeiros calçamentos, arborização de praça, energia elétrica, captação do sinal de televisão e instalação do primeiro banco – BANEB (Banco do Estado da Bahia). Obras, essas, conseguidas pelos ex-prefeitos de Botuporã: Antônio Augusto Mendonça, Alípio de Queiroz Marques, Juvêncio Carneiro Neto e José Carlos Marques.

Política

Em 1985, graças aos esforços do deputado estadual Jaime Vieira Lima, aconteceu a emancipação política de Tanque Novo, e seu nome foi mantido, atendendo ao clamor popular.
Sua política é uma das mais caras da região: muito dinheiro se gasta para eleger um vereador, ou, principalmente, para escolher o prefeito municipal. A disputa política, atualmente é bastante acirrada entre os empresários e ex-prefeitos João Neves de Oliveira (Juca) e José Messias Carneiro (Dedé). O atual prefeito, Elson Neves de Oliveira, que está no segundo mandato seguido, é filho de Juca e trineto de Prudenciano Alves Carneiro e Juvêncio Alves Carneiro. Coincidência ou não, as pessoas que participaram, direta ou indiretamente, dos primeiros progressos, têm algum grau de parentesco com os fundadores de Tanque Novo _ são descendentes, cônjuges de descendentes ou contam com a parceria deles. É como se fosse uma verdadeira oligarquia. Observemos:

Pessoas influentes:

_ José Marques Carneiro (Cazuza) – filho de Prudenciano e sobrinho de Juvêncio - autodidata, professor prático e primeiro subdelegado de polícia. Foi quem idealizou a abertura de um tanque maior, para amenizar o sofrimento dos primeiros moradores, na época da estiagem.
_ Joaquim Alves Carneiro (Coronel) – filho de Juvêncio, sobrinho e genro de Prudenciano – primeiro comerciante, fez doações de lotes, povoando a primeira pracinha; e doou o terreno para a construção do cemitério.
_ Teotônio Marques Silva – era casado com Deolinda Carneiro, filha de Joaquim Alves Carneiro e neta dos dois fundadores de Tanque Novo. Ele, também, era sobrinho-segundo de Juvêncio e de Prudenciano. Teotônio Marques foi comerciante, político e inspetor escolar. Doou o terreno para a construção do açude, em 1947; e tomou conta do serviço da barragem, que foi dirigido por um mestre de obras de Macaúbas. Cedeu, também, uma área de terra, do outro lado do açude, para a instalação da Escola Família Agrícola.
_ Antônio Alves Carneiro – filho de Juvêncio e sobrinho de Prudenciano – comerciante e político; foi prefeito interino de Macaúbas, substituindo Amélio Costa (bisneto de Prudenciano Alves Carneiro). Participou da construção do mercado, na nova praça e, também, da primeira reforma da barragem do açude, em 1960.
- Moisés Marques Silva – casado com Celina Carneiro, filha de Antônio Alves Carneiro e neta de Juvêncio Alves Carneiro. Ele era sobrinho-segundo dos dois fundadores. Também era comerciante e político; foi um grande incentivador da cultura local; ajudou na instalação da primeira feira, e promoveu a reforma e ampliação do cemitério, como presidente da Sociedade Nossa Senhora da Piedade.
_ Raquel Pereira Carneiro – primeira professora formada, nomeada pelo estado, no início da década de 1930, para trabalhar em Tanque Novo. Nasceu em Guanambi e estudou na Escola Normal de Caetité, Bahia. Contribuiu com a formação moral e sócio-cultural daquele povo. Reivindicou a criação da feira livre e também do posto de correios. Era casada com Arlindo Alves Carneiro, neto dos fundadores do lugar. Ele, também, teve parcela de contribuição, doando terreno, juntamente com seu tio Manoel Ferreira das Neves (sobrinho de Juvêncio e Prudenciano), para a construção do primeiro campo de pouso de avião que, mais tarde, viria a ser campo de futebol, ao lado do cemitério. Hoje, é rua bastante habitada. Arlindo Alves Carneiro foi o primeiro farmacêutico prático, filho do lugar - realizava atendimento básico, prestando os primeiros socorros.
_ Osvaldo Marques da Silva (Vavá Marques) – filho de Teotônio Marques Silva e bisneto dos dois fundadores. Era comerciante e político. Instalou a primeira rede de energia elétrica, através de gerador e postes de madeira, nos anos 60. Fez, também, o primeiro sistema de abastecimento de água encanada, com caixa e chafarizes; criou a primeira banda filarmônica, e foi o primeiro funcionário dos correios.
_ Juvêncio Carneiro Neto – filho de Antônio Alves Carneiro e homônimo do seu avô, um dos fundadores de Tanque Novo. Ex-prefeito de Botuporã (1971-1972) – realizou o primeiro calçamento de rua, com pedras rústicas; ampliou e renovou a rede de energia elétrica, colocando postes de cimento; captação do sinal de televisão, em parceria com o município de Paramirim. Antes de ser eleito prefeito, criou o ginásio cenecista, sendo o primeiro presidente daquela associação.
_ Aldo Lucchetta – padre italiano, que criou a ASSOBEC (Associação Beneficente e Comunitária), em 1979. Essa associação foi presidida por Florisvaldo Marques da Silva (filho de Teotônio Marques da Silva e bisneto dos dois fundadores). Através dessa associação, que recebia verbas da Alemanha, Tanque Novo teve o seu primeiro Centro de Saúde, a Escola Família Agrícola e a construção da nova Igreja Matriz.
_ José Carlos Marques – filho de Teotônio Marques Silva e bisneto dos dois fundadores. Ex-prefeito de Botuporã (1983 -1988) – embelezou a Praça da Matriz: realizou o primeiro calçamento com bloquetes, fez a jardinagem, arborização e iluminação da mesma.
_ João Neves de Oliveira (Juca) – primeiro prefeito eleito, após a emancipação de Tanque Novo. É casado com Judite Alves Carneiro (bisneta dos dois fundadores). Juca teve dois mandatos: 1986-1988 e 1993-1996. Suas principais obras foram: a estadualização do colégio; a instalação do sistema telefônico DDD; a construção da Unidade Mista de Saúde (mini-hospital, com internamentos); a construção do novo campo de pouso de avião.
_ Élio Marques da Silva – filho de Teotônio Marques Silva e bisneto dos dois fundadores. Como segundo prefeito de Tanque Novo (1989 -1992), sua grande obra foi a implantação do Sistema de Abastecimento d’ Água, com a perfuração de vários poços artesianos e a canalização de água para toda cidade e comunidades vizinhas.
_ José Messias Carneiro (Dedé) - bisneto dos dois fundadores de Tanque Novo. Teve dois mandatos: 1997-2000 e 2001-2004. Suas obras mais destacadas foram: a construção do Hospital Municipal; o asfalto do trecho Igaporã/Tanque Novo, graças ao seu empenho; criação das primeiras unidades do Programa Saúde da Família (PSF); captação e canalização da água do Zabumbão, concedida pelo município de Paramirirm.

Bento Carneiro

A história de Bento Carneiro é um capítulo à parte, que serve para explicar a origem da família Carneiro, em Tanque Novo.
Viajante e aventureiro, em busca de pedras preciosas ou de riquezas minerais, ele era descendente de portugueses, porém, nascido em Salvador , por volta de 1800.
Conviveu com uma moça chamada Benedita, neta de indígenas, na região compreendida entre a Fazenda Noruega e a Fazenda São José; e geraram um filho, cujo nome era José Joaquim Carneiro.
Preparando para o batizado desse filho, Bento Carneiro viajou a Salvador para comprar o enxoval e, também, bebidas para a festa do batizado. Acabou demorando mais do que as outras viagens costumeiras. Benedita e seus pais ficaram desconfiados, achando que ele não mais retornasse. Por isso, acabou batizando o menino, ao aproveitar a passagem de jesuítas por ali, pois, era uma raridade, a presença de padres naquela região. Ao regressar de sua viagem, Bento Carneiro soube, antes mesmo de chegar ao local, que a criança já havia sido batizada. Ficou muito chateado: botou fogo no enxoval, quebrou os barris de vinho, fez meia volta e foi embora, abandonando a família.
José Joaquim Carneiro, o filho desprezado, foi criado pelo seu padrinho José Cardoso. Cresceu, tornou-se adulto e casou-se com Clemência de Oliveira Alves. Tiveram doze filhos: Prudenciano, Juvêncio, Francisco, Antônio, Constança, Maria, Custódia, Antonina, Exupéria, Carlota, Ana Joaquina e Ursulina. Todos com o sobrenome Alves Carneiro.
Juvêncio e Prudenciano foram os dois irmãos que compraram a fazenda Furados, que deu origem a Tanque Novo. Eram netos de Bento Carneiro.


Economia - Tanque Novo se destaca, hoje, pelo seu forte comércio. Existem algumas empresas atacadistas que vendem para diversas regiões, e geram vários empregos. Há também, grandes revendedores de feijão, farinha de mandioca e de gás natural. Além disso, possui uma economia informal bastante movimentada, com dezenas de fornos caseiros produzindo bolos (especialmente, biscoitos conhecidos como “chiringas”) que são revendidos em municípios vizinhos.

Festejos:
_ Festa da padroeira Coração de Maria – é realizada no primeiro fim-de-semana de junho, após rezas e leilões, durante as trinta e uma noites do mês de maio.
_ São João – a festa junina é comemorada com a queima de inúmeras fogueiras e fogos de artifício, dia 23 de junho. Existem, também, apresentações de quadrilhas e comidas típicas. Nos dias seguintes, geralmente, três ou quatro dias, há muito forró, com bandas vindas de várias partes do Brasil; bandas locais e regionais. E, de vez em quando, alguns shows de duplas sertanejas famosas. Essa festa atrai muitos visitantes; e, é o momento propício para rever parentes e amigos que retornam de muitas regiões e estados brasileiros.

Feriados municipais: 25 de fevereiro – dia de sua emancipação política; 1º de junho – dia dedicado à padroeira Coração de Maria.

Esporte - possui pistas de MotoCross e de corrida de cavalos, atraindo competidores de vários municípios.

Principais artistas:
_ Laudelino Marques (Lolô Marques) – marceneiro que construiu, de madeira, o altar de Coração de Maria.
_ Justiniano Pereira de Sousa – cantor e compositor; compôs o Hino de Tanque Novo.
_ Lindouro Marques Silva – músico e compositor; fez o Hino de Coração de Maria.
_ Fábio Magalhães - artista plástico; executou, em mosaico, um painel com o resumo da história de Tanque Novo.

Geografia
O município de Tanque Novo está localizado na região centro-sul da Bahia, num planalto, 835 metros acima do nível do mar. Fica distante 766 km da capital, Salvador; possui uma área de 825,94 km2; sua população é de, aproximadamente, 17.000 habitantes; a vegetação predominante é a caatinga; e o clima é subúmido a seco.
Faz limites com os seguintes municípios: Caetité, Botuporã, Igaporã, e Macaúbas.


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

P/S: Aparecido Carneiro Pereira nasceu em Tanque Novo – Bahia, em 1960. É filho de Arlindo Alves Carneiro e Raquel Pereira Carneiro; e bisneto dos fundadores de Tanque Novo: Juvêncio Alves Carneiro e Prudenciano Alves Carneiro. Formado em Odontologia, pela Universidade Federal da Bahia, exerce sua profissão em Tanque Novo e, também, em Caetité – Bahia, onde reside, com sua família. É membro da Academia Caetiteense de Letras, ocupando a cadeira nº 39.

Referências:

a) Pequeno Histórico de Tanque Novo – autora: Maria Carneiro das Graças
Obs.: Maria Carneiro das Graças é professora aposentada e irmã de Aparecido Carneiro Pereira. Foi a primeira pesquisadora do histórico e, também, da genealogia da família Carneiro de Tanque Novo. Ela iniciou a pesquisa, em 1967, juntamente com sua prima Alzira Alves Carneiro, quando estudavam em Caetité – Bahia, no Instituto de Educação Anísio Teixeira.
Pessoas que lhes prestaram informações: Joaquim Alves Carneiro, Arquimimo Alves Carneiro, Prudenciano Alves Carneiro (sobrinho e neto de seu homônimo), Manoel Ferreira das Neves, Moisés Marques Silva, Raul Alves Carneiro, João Alves Carneiro (João de Celina), Juvêncio Alves Carneiro (neto de seu homônimo, um dos fundadores de Tanque Novo), conhecido como Juvêncio de Celsina, Arlindo Alves Carneiro e Raquel Pereira Carneiro. Desses, o único que permanece vivo é Juvêncio de Celsina que, por sinal, ainda possui boa memória.
Obs.: Joaquim, Arquimimo e Prudenciano eram filhos de Juvêncio Alves Carneiro, um dos fundadores da cidade. Prudenciano era fruto do segundo casamento; por isso, era sobrinho e neto do seu homônimo _ o outro fundador do lugar.

b) Histórico de Tanque Novo – vários autores que contam, inclusive, a história recente do município.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Detalhe: esse histórico encontra-se na Wikipédia. Clique no link abaixo:

20 de abr. de 2010

VÍDEO - "CENAS DE FAMÍLIA"


Este vídeo é uma verdadeira relíquia para a família Pereira Carneiro.
O saudoso Tião de Bila foi quem fez a filmagem com narração, em 07/04/1991 (domingo).
Além das presenças marcantes de Seu Arlindo e Dona Raquel, podemos ver quatro de seus filhos: Maria, Raquelinda, Aparecido e Eloísa; uma nora – Suzete; um genro – Miguel; e sete netos que estavam com as respectivas idades:
_ Lília – 15 anos;
_ Shirley – 7 anos e oito meses;
_ Hosmany – 6 anos e cinco meses;
_ Maraísa – 4 anos e quatro meses;
_ Renata – 3 anos e sete meses;
_ Priscila – 3 anos e três meses;
_ Suzane – cinco meses.
Outro detalhe curioso é a reza do Terço ou do Rosário, comandada pelo tio Prudenciano, na igreja matriz. Era tradição haver essa reza, no primeiro domingo de cada mês.

25 de mar. de 2010

VIDEOCLIPE - "MEU ANJO AZUL"




Encontramos esse videoclipe com a música "Anjo Azul" de Markinhos Moura, na internet. Aproveitamos, porém, a primeira metade da letra; e acrescentamos, no final, a foto de Raquel Pereira.
Antes disso, Aparecido Carneiro fizera uma adaptação para a lembrancinha da missa de sétimo dia de falecimento de sua mãe; a qual, transpusemos para esta página:


Toda mãe é um anjo protetor para seus filhos.
Toda professora primária é considerada uma segunda mãe.
Além de ter sido mãe dedicada e carinhosa, foi pioneira no ensino primário e, também, catequista.
Não há dúvidas de que você foi um verdadeiro anjo que pousou em Tanque Novo: um Anjo Azul.
“Meu anjo azul, onde está você?
Que saiu pra ir buscar uma estrela e nunca mais voltou.
Diz... Diz pra mim onde se escondeu.
Em que lua vai voltar;
Em que sonho, volte logo, anjo meu!”
Tudo passou... O tempo corre e avança.
Apenas seu amor me domina a lembrança...
Seus canteiros de flores onde estão?
Se você era a flor principal, Raquel!
Hoje vive no Céu; vive no Alto Além...
Está, porém, comigo.
Quero revê-la em nosso lar antigo,
Na saudade sem fim do coração!



28 de fev. de 2010

VIDEOCLIPE - "CAPELA"






Para este vídeo, utilizamos fotos de Tanque Novo, do Álbum de Família, e mesclamos com imagens obtidas através da internet.
Há uma foto curiosa de Justiniano, ajoelhado, ao lado de Maria, sua esposa, diante do padre João Willis de Riacho de Santana, porém, na igreja de Tanque Novo.

A última foto é uma verdadeira relíquia familiar. É de 1952. Nela, vemos Arlindo e Raquel com seus três primeiros filhos, no colo: Maria, Raquelinda e Carneiro.
Fizemos, também, uma montagem na foto que aparece Pedro de Maurílio segurando a “pedra de fazer contas”, junto de Raquel Pereira. Colocamos a soma errada: 9+8=16 (sem qualquer demérito para a professora ou para seu ex-aluno), apenas, para ilustrar o vídeo e ficar condizente com a canção de Paulo Sérgio, quando diz assim: “Quanta saudade... da escolinha: nove e oito, dezesseis. Ai, meu Deus! Que bom seria ser criança outra vez.”



Clique nos links abaixo e veja algumas páginas a respeito de Tanque Novo:

_Hino de Tanque Novo

_Fotos Interessantes de Tanque Novo

_Fotos Interessantes de Tanque Novo (2ª Edição)

_Histórico de Tanque Novo

_Painel de Fábio Magalhães

_Comprovação da História de Tanque Novo

_Histórico do Alecrim de Tanque Novo

_Vídeo Sobre Tanque Novo

Obs.: Neste blog, há, também, algumas páginas sobre Caetité. Clique no  próximo link e, no final da página que se abrirá, encontram-se outros links relacionados a essa cidade.

_Fotos, Legendas e Bispos de Caetité